segunda-feira, 24 de outubro de 2011

CONTROLES BÁSICOS

Nunca conseguiremos bons índices de sanidade sem uma higiene cuidadosamente aplicada.
Sendo que o coelho tem uma fisiologia muito própria (stress com repercussão da cecotrofia, patologia intestinal, reprodução, etc.) é necessário estabelecer na criação um programa profilático que atenda ao ditado "mais vale prevenir do que remediar". Assim devemos promover medidas que impeçam a aparição de qualquer fenômeno patológico, diminuir sua incidência ou erradicá-lo.
Partindo-se do princípio que toda produção animal tem por objeto conseguir o máximo rendimento quantitativo e qualitativo, é preciso estabelecer medidas com base em desinfecções, tratamentos preventivos e vacinações.
Para realizarmos um bom tratamento, primeiro devemos saber qual é o problema, identificá-lo para assim se estabelecer as medidas preventivas ou curativas relativas ao caso, para que a produção não seja afetada.
Como medidas preventivas devemos semanalmente, eliminar os pelos que por ventura  estejam agregados nas gaiolas.
Realizar a desinfecção do ambiente (galpão) com produtos químicos no mínimo três vezes por semana.
Eliminar os insetos com uso de inseticidas e acaricidas principalmente no verão. 
Permanentemente devemos combater os ratos na criação.
Devemos controlar o aparecimento de fungos no ambiente, em especial nos ninhos.  Com relação a desinfecção de ninhos e gaiolas vazias a atenção deve ser diária
A ventilação deve ser controlada no ambiente, evitar fortes correntes de ar, mas manter o coelhário bem arejado.
Observar um programa de luz, que proporcione 16 horas ao dia, para que não cause problemas de fertilidade nas fêmeas, em especial no outono e inverno.
Em toda criação bem organizada deve-se dispor de um armário (farmácia) que possua determinados instrumentos e produtos que possam ser utilizados rotineiramente ou em qualquer emergência, como os de uso constante para feridas externas, diarréias,infecções, sana,etc.
E outros, de uso periódico como vacinas, coccidiostáticos, vitaminas, álcool, algodão, seringas, agulhas, etc.
Ainda o cunicultor deve diariamente na medida do possível e segundo a quantidade de animais verificar: a quantidade de alimento ingerido por gaiola, observar o funcionamento e limpeza dos bebedouros,revisar os reprodutores ao realizar a cubrição ou apalpação, conferir o peso dos animais para prevenir a obesidade ou identificar sinais de doença (redução do peso, prostação),a existência de calos nas patas, abcessos nas mamas, necroses, dentes mal formados e sarna nas orelhas.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

COELHOS - CUIDADOS NO VERÃO


Estamos na primavera e em breve chegaremos ao verão e com suas altas temperaturas, que são causa  de muitas perdas nas criações de coelhos, devido a influência que exerce sobre a libido nos machos, a fertilidade, cio nas fêmeas, na lactância, nos índices de conversão.
Quando a temperatura atingir mais de 30º C, devemos colocar dentro da gaiola da coelha em vias de dar cria uma garrafa pet de 1,5 litros com água congelada para minimizar o calor, uma vez que, as fêmeas a ponto de dar a luz  ou as que acabaram de parir a partir dos 28º C já começam a sofrer.
Devemos dar especial atenção aos ninhos, apartir dos 4 dias de vida dos láparos deve-se diminuir a quantidade de pelos que protegem os filhotes e deixar apenas uma camada de palha ou maravalha, reduzindo-se assim a temperatura dentro do ninho - a partir dos 33ºC os coelhinhos já começam a sentir os efeitos negativos do calor.
Os machos sob temperatura acima de 30º C, prolongado, sofrem no sentido de  que diminui sua  fertilidade, porém se há calor durante o dia, mas baixa a temperatura a noite observa-se pouca influência no organismo do animal.
Assim, desde o início devemos ter o cuidado de onde construir ou destinar o local para abrigo dos coelhos, procurando sempre observar a proteção contra a forte incidência solar sobre o mesmo. Devemos plantar árvores (plátanos), de crescimento rápido e que percam as folhas no inverno, as quais com podas adequadas que conduzam seus galhos sobre a coberturado galpão podem reduzir em até 7ºC a  sua temperatura interna.
É importante o tipo de cobertura (telha de barro) e/ou o forro das instalações o qual também impede um maior aquecimento do galpão, que deverá ter um pé direito de pelo menos 2,80m.
Nunca devemos molhar o piso dentro do galpão, a umidade relativamente alta faz com que a sensação de calor seja maior, o que devemos proporcionar é uma entrada maior de ar, o que ajuda em muito a refrescar o ambiente.

domingo, 16 de outubro de 2011

PLANTEL REPRODUTOR

Plantel reprodutor é o lote de coelhos integrados por um grupo relativamente pequeno de exemplares selecionados, com grande capacidade de reprodução e alto grau de pureza racial, destinado a produção de futuros reprodutores.
Este grupo de animais constitui a base na qual se assenta toda a produtividade e rentabilidade do criadouro, e tem uma enorme importância, pois visa aumentar a qualidade e a produtividade dos animais, ao procurar o tipo de coelho padrão.
O plantel é a fonte de formação e apoio ao investimento, de grande importância, não só para reduzir as despesas com a aquisição de animais de qualidade, mas também para garantir a infra-estrutura necessária que devem ser dadas aos animais melhorando suas condições de vida.
Exige também cuidados especiais, ração e alimentação adequada, controle dos serviços e outros.
O plantel pode ser formado por exemplares adquiridos em criações idôneas, exposições ou aqueles que são preparados com antecedência em perfeito estado sanitário para serem iniciados na reprodução dentro da criação.
O criador deve sempre lembrar que dos animais depende o futuro da criação, pois garante a origem dos exemplares utilizados, promove a uniformidade de tipo e produtividade dos coelhos atendendo as necessidades do criatório seja para a produção de carne ou pele.
Os machos e as fêmeas que compõem o plantel, devem ser cuidadosamente selecionados, deverão ser fortes, saudáveis e vigorosos, uma vez que muitos filhotes morrem aos poucos dias de vida geralmente devido a falta de vigor dos pais.
Devem ser escolhidos animais de ninhadas pouco numerosas e de mães prolíficas, pois sendo poucos os filhotes concebidos se desenvolvem mais vigorosos e nutridos no ventre materno, ainda sendo a ninhada reduzida cada láparo recebe maior quantidade de leite durante a lactação.
A escolha do tipo ideal deve representar o padrão da raça, sem defeitos graves, que passam para os seus descendentes os seus benefícios, se possível sem deficiências. Devem apresentar as características sexuais bem marcadas, os machos devem ser inquietos e agéis em seus movimentos, as fêmeas tranquilas e dóceis.
A seleção dos machos é mais importante que a das fêmeas, devendo o coelho possuir as seguintes características: ter boa saúde, ser vigoroso, ser inquieto, ágil, com olhos vivos e brilhantes e ainda estar o mais próximo possível do padrão da raça.
Porém, se aos machos deve-se a qualidade dos filhotes às fêmeas deve-se a fecundidade e o número de filhotes por ninhada. Assim as coelhas devem ser dóceis, com os ossos da pelve separados apresentando boa capacidade de "barriga" para a gestação, com mamas bem desenvolvidas e nunca em número inferior a oito.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CONSANGUINIDADE


A utilização da consanguinidade em criações de coelhos é uma das formas em que se pode realizar melhoramentos genéticos; consistindo em fazer cruzamentos entre animais parentes a fim de fixar certas características de interesse.
Um exemplo é a história do desenvolviemento da raça Rex. Os coelhos de pelo curto surgiram em 1919, na casa de um criador frances chamado Désiré Caillon, em uma ninhada de uma coelha de raça para carne. O religioso Amédé Gillet separou uma ninhada destes coelhos e os criou durante 5 anos, dizem que durante este tempo apareceram inúmera anomalias morfológicas, fisiologicas e sanitárias, devido a endogamia intensa. Após este período em 1923 foi apresentada a primeira pele de Castorrex e em 1924 aparecem pela primeira vez animais desta nova raça. Desde então houve uma criação generalizada de coelhos Rex, surgindo novas cores.
É imprescindível evitar a consaguinidade quando se deseja aproveitar os animais nascidos na própria criação, para futuros reprodutores, realizando um perfeito controle para que os machos não sejam parentes das fêmeas reprodutoras. Como exemplo podemos identificar o macho com letras: A,B,C, etc. Se a criação tiver mais de dez machos e entre eles existir alguma relação de parentesco, podemos destinar uma mesma letra para os parentes.
Assim, se tivermos três machos de mesma procedência, vamos marcá-los A1, A2 e A3, se dispomos de outros machos irmãos serão B1, B2,... e assim sucessivamente com o restante dos coelhos.
A letra indica a "línha". Das fêmeas que foram cobertas por coelhos A, podemos reservar filhas para futuras reprodutoras, as quais nunca poderão ser cobertas por machos A.
Por regra é mais perigoso a cruza entre irmãos da mesma ninhada. Um erro comum é comprar um "casal jovem" que muitas vezes são irmãos da mesma ninhada, assim desde o início o criador começa a "enfraquecer" o sangue dos coelhos produzidos. É claro, o cruzamento destes dois irmãos não irá destacar os defeitos na primeira geração, seus filhos não vão ser distinguidos do resto dos animais, porém terão alguma carga endogamica. E, se esses novos animais forem cruzados com outros animais consaguíneos de novo logo os defeitos começarão a surgir.
Não é tão grave ou prejudicial a cruza entre pai e filha, uma vez que os descentes terão somente 50% do sangue paterno, o mesmo ocorrendo nas cruzas entre mães e filhos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

DESMAME TARDIO REDUZ A MORTALIDADE

Através de observações feitas podemos afirmar que, com relação a desmama realizada aos 35 dias ao invés dos 28, esta semana a mais, aumenta consideravelmente o peso da ninhada por ocasião da separação dos filhotes da coelha.

Assim, levando-se em conta de que se trata de um momento de considerável ganho de peso - em uma semana os filhotes adquirem tanto peso como nas semanas anteriores.
Temos observado também que quanto mais pesam os coelhinhos, melhor suportam a fase de desmama, especialmente aos 35 dias, que é quando os filhotes estão melhor preparados para a troca de alimentação.

- Na idade de 21 dias, a ração não é mais de 20 a 30% do consumo total de matéria seca.
- Aos 28 dias a ração é 75% do alimento seco consumido, sendo que o leite materno é responsável por 25% dos nutrientes. E neste período os animais podem sofrer com flutuações de consumo, havendo possibilidade de surgirem problemas digestivos e mortalidade.
- Aos 35 dias, ao contrário, a ração representa 90% do consumo e a supressão do leite materno representa um pequeno incidente, sem influência na alimentação dos filhotes.

Do ponto de vista qualitativo o choque provocado pela desmama aos 28 dias é evidente pois o conteúdo seco do leite materno é muito rico em proteínas e os elementos nutritivos do leite não podem ser substituidos imediatamente pela ração. Tendo-se por exemplo o amido, observamos que para absorvê-lo, o coelho precisa transformá-lo em açúcar, necessitando a ação da amilasa, enzima segregada pelo organismo que vai sendo produzida pouco a pouco, o que torna os filhotes incapazes de digerí-la aos 28 dias.
Através de estudos comparativos constatou-se que a mortalidade na desmama pode cair de até 20% aos 25 dias, para 6% no desmame realizado aos 35 dias.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ALTERAÇÕES DA COBRIÇÃO

Muitas vezes a coelha, por estress ou por contato com outra coelha ou macho, desencadeia uma ovulação, mas não está fecundada, desenvolvendo um comportamento como se estivesse gestante (pseudogestação).

Durante este período a coelha recusa uma nova cobertura e aos 14-20 dias começa a preparar o ninho.
Decorrido este período, podemos proceder uma nova cobertura, realizando um novo acasalamento.

Muitas vezes a falta de cio se deve:
- a reprodutores demasiadamente velhos ou jovens demais;
- animais com deficiências nutricionais ou muito gordos;
- animais com alterações sanitárias;
- pseudogestação;
- alterações ambientais;

Se persistir o problema com as fêmeas não entrando normalmente em cio e não sendo constatadas nehuma das condições já citadas, podemos:
- realizar a troca de gaiola;
- utilizar a iluminação artificial adequada para a época;
- troca de horário das cobrições;
- substituição do macho;
- colocar várias fêmeas em uma mesma gaiola com um macho estéril, durante alguns dias e após levá-la a um macho fértil;
- podemos também influenciar positivamente na manifestação do cio através da alimentação com uma ração rica em energia e proteínas, durante uma semana;
- se um animal esta muito gordo, podemos racionar a alimentação em 80-100gr/dia, durante uma semana e seis dias antes da cobrição, alimentar a vontade;
- podemos ainda recorrer a administração de hormônios indutores do cio;

Em criações mais tecnificadas se realiza a indução sistemática do cio com produtos específicos.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

COELHOS ESPORTIVOS

Coelhos, já podem ser criados para atividades esportivas, desenvolvido na Suécia no início dos anos 80, este esporte consiste em fazer com que os animais utilizando seus atributos naturais saltem sobre obstáculos, como o fazem cães e cavalos em provas de agiliti e hipismo.
Chamados de coelhos "ninja" os saltadores ultrapassem obstáculos de alturas variadas - o record mundial de pulo por coelhos é de 99,5cm.
Esporte que está se desenvolvendo na Europa, em especial na Alemanha, possui clubes especializados também no Canadá, EUA e Japão. Suas regras levam em conta basicamente o número de obstáculos e altura que o coelho consegue saltar, bem como o tempo que o animal leva para concluir o percurso.


Bunny Jumping Show por esquisitices no Videolog.tv.