terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O NINHO



O ninho deve ser amplo, fácil de limpar, desinfetar, manejar.
A temperatura adequada que o ambiente do ninho deve proprocionar para os láparos deve ser em torno de 30 a 35º centígrados.
O ninho pode ser feito com palha seca, feno,maravalha, materiais limpos que depois se misturam com os pelos que a coelha arranca para formar uma boa cama quente e macia para os filhotes.
Não devemos utilizar serragem para confeccionar o ninho devido ao pó que pode ocasionar problemas respiratórios aos coelhos.
O ninho deve ser colocado três dias antes do parto, permanecendo por 20 dias.
A coelha amamenta os láparos dando-lhes leite uma vez por dia, operação que dura de 3 a 5 minutos. Em algumas ocasiões a coelha pode deixar de amamentar o filhote porque está fora do ninho, por falta de cama no ninho ou devido a umidade excessiva e odores desagradáveis na cama.
Também por vezes observamos a ausência de leite na fêmea ou canibalismo.
O ninho deve ser retirado ao 21 dias após o parto. A demora em sua retirada pode ocasionar o desenvolvimento de problemas infeciosos.
Uma vez retirado o ninho, deve ser exposto ao sol por três dias, após desifectado e guardado em local seco e arejado.
O ninho tem efeito direto no desenvolvimento dos láparos no período de lactância, onde em muitos casos, registramos de 15 a 30% de mortalidade.
No ninho realizamos alguns procedimentos de manejo tais como: retirar os láparos mortos, trocar a cama quando necessário, realizar as adoções, controlar o desenvolvimento dos filhotes,etc.
Devemos construí-los e utilizá-los de acordo com a época, ninhos fechados para épocas de frio intenso e ninhos abertos para o verão.
O ninho fechado com tampa, apresenta a vantagem além de proteger os láparos em dias mais frios, evitar que a coelha, quando assustada pule diretamente dentro do ninho e caia sobre a ninhada ferindo ou matando algum filhote. 
Podemos também dividir o ninho em duas partes, utilizando um pedaço de madeira - 15cm, para que os filhotes não se espalhem e fiquem juntos no fundo, o que também auxilia na proteção dos mesmos contra qualquer salto inesperado da coelha para dentro do ninho.
Como os coelhos escolhem algum canto da gaiola para fazer suas necessidades devemos posicionar o ninho em lado oposto,pois a coelha continuará usar o mesmo local e poderá "sujar" o ninho, o que pode trazer problemas sanitários e de saúde aos filhotes. 
Os ninhos devem ser adequados a raça a ser criada (anã, pequena,média,gigante), devendo apresentar dimensões suficientes, para que ocorram os trabalhos de parto e amamentação dos filhotes de maneira confortável.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

RESISTÊNCIA E SELEÇÃO


Com respeito a resistência as enfermidades podemos selecionar através da observação os animais que nunca ficam doentes. 
O mais importante é selecionar de forma natural os coelhos em nossa criação, em especial as coelhas mais resistentes que nunca apresentam problemas de saúde.
As que tem seguidamente problemas e dificuldades na criação não devem ser conservadas na criação para formação do plantel, pois os aspectos negativos podem ser hereditários e estariamos compromentendo a resistência do banco ganético de nossos animais.
Assim, como exemplo, podemos citar que a nossa coelha ideal tem em um dia qualquer uma ninhada padrão  de 9 láparos, todos grandes e uniformes; constrói um bom ninho e atende a todos os filhotes depois do parto. Todos estão seguros e nenhum está esparramado ou desprotegido fora do ninho.
O criador acaricia a coelha e pode revisar a ninhada sem estressar a mãe. Até a desmama a coelha não perdeu peso e se deixa cobrir novamente pelo macho. As boas criadeiras apresentam regularmente sinais de cio e se deixam cobrir imediatamente.
Os filhotes recém desmamados se adaptam novamente a nova gaiola e nãobrigam com seus novos companheiros.
Aos três meses os filhotes já alcançam uma média de 2,5/3 kg, (depedendo da raça), tendo alguns irmãos que ultrapassam esse peso, justamente esses coelhos que vamos separar e juntar com outros de similar características.
Aos 6 meses estes animais selecionados entram em cria. Porém somente serão mantidos aqueles animais que não tiveram dificuldades em seu desenvolvimento, que não tiveram nenhum problema sanitário,devendo ser sacrificados "seleção natural" aqueles que ficaram doentes e ficaram debilitados ou de dificil recuperação.
Ainda, devemos observar como se comportam as coelhas virgens com os machos. As boas que não apresentem nenhum problema na reprodução, as  ruins que não mantém um cio regular,que não ficaram prenhes na primeira vez ou abortaram a primeira ninhada, devemos  ter cuidado ao eliminá-las o fazendo somente de forma inequívoca, após constatado suas falhas para posterior descarte do plantel.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

PREVENÇÃO DOS PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS


Sendo a patologia respiratória um processo multifatorial, qualquer programa de prevenção e controle deve levar em conta os seguintes fatores:

1 - Condições ambientais - devemos revisar atentamente a ventilação, temperatura e humidade, tanto na fase de maternidade como na de engorda.
A má ventilação, a alta carga de amoníaco, correntes de ar, excesso de umidade, trocas bruscas de temperaturas e condições muito diferentes entre a maternidade e o engorde, são as principais causas que podem desencadear um processo de doença respiratória.
Se não for possível proporcionar as condições ambientais adequadas é muito difícil controlar os problemas respiratórios de forma eficaz e contínua.

2 - Melhorar as normas de manejo - devemos ter especial atenção aos ninhos, evitando a umidade nos mesmos, o que favorece a proliferação e o contágio por problemas respiratórios aos filhotes.
Podemos usar maravalha na confecção dos ninhos, o que evita a umidade e permite a utilização de produtos antissépticos para uma melhor higiene.

3 - Reduzir a carga microbiana - para isso devemos:

a) eliminar os animais infectados, o contágio se produz de forma direta, quanto menos animais eliminem germens na criação - crônicos e portadores - menos possibildiade de infestação tem os coelhos sadios.

b) desinfecção e limpeza, ao desifetar, eliminar antes o pó e pelo das gaiolas, o que é importante para reduzir as vias de transmissão das doenças. Devemos limpar sistematicamente e desinfetar a gaiola com o ninho, adequadamente após cada desmama.

c) tratamento com antibióticos - os tratamentos com antibioticos tem duas finalidades - deter o processo patológico que está ocasionando o problema de saúde e reduzir o número de gérmens e de animais portadores na criação. Os tratamentos indiscriminados podem produzir uma resistência dos microorganismos ao medicamento, o que acarretará o agravamento da doença.

d) reposição com animais sadios - muitas vezes é preciso substituir os animais enfermos por outros sadios. Para isso devemos eliminar qualquer coelho de reposição que apresente problemas respiratórios, porém se fizermos reposição com animais de outras criações devemos evitar animais que apresentem quaisquer sintomas de contaminação.

Com a aplicação conjunta e racional de todas estas medidas citadas, podemos ter o controle das doenças respiratórias e também das relacionadas (diarréias, falhas reprodutivas, etc); obtendo-se um considerável aumento da produção a curto prazo.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

PARTO


O parto é a expulsão do feto do organismo materno, chegando ao término a fecundação.
Esta operação se efetua geralmente em poucos minutos e sem maiores contratempos.
Como a gestação em geral é multípara, os fetos saem uns atrás dos outros com intervalos variáveis, os últimos mais facilmente que os primeiros.
A medida que nascem os coelhinhos a coelha os lambe, seca e cobre com o pelo que arranca do ventre, nascidos todos abandona o ninho, voltando somente para amamentá-los.
No hora do parto a coelha deve estar tranquila e o local livre de barulhos e agitações, a curiosidade de alguns criadores em ver os filhotes (láparos) faz com que a coelha se assuste e por vezes mate alguns láparos.
As manchas de sangue que se oberva geralmente no piso das gaiolas, é um indício de que a coelha tenha dado cria, se abrirmos o ninho observamos uma bola de pelo que protege os filhotes recém nascidos.
Pode ocorrer que uma coelha, decorridos de dois a três dias de haver dado cria, volte a parir outros filhotes. Acontece quando levamos a coelha ao macho novamente após alguns dias, por considerarmos que ela não tenha sido fecundada.
Fenômeno, que se conhece por super fecundação, quando a fêmea é levada ao macho com um ou vários dias de intervalo e se produz fecundações uma em cada útero.
No sistema de criação em gaiolas em que os coelhos permacem fechados e controlados é mais raro de acontecer, sendo mais comum em criações com animais em liberdade.
A super fecundação não traz nenhuma consequencia grave, mas produz um maior esgotamento físico da coelha, dificultando o desenvolvimento normal dos filhotes.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

COELHOS: MANEJO HIGIÊNICO/SANITÁRIO


Nos modelos de cunicultura comercial e mesmo nas criações mais modestas, devemos trabalhar com o conceito de medicina da produção, cujo objetivo é manter a saúde dos animais, com bons resultados produtivos e econômicos.
Bioseguridade: é o conjunto de medidas, controles e barreiras que intervêem na prevenção de enfermidades.
Bioseguridade interna: medidas que evitam a propagação e a difusão de agentes patógenos dentro de uma granja.
Bioseguridade externa: medidas de bioseguridade desenvolvidas a prevenir a entrada de novas enfermidades.
A bioseguridade é um conceito que compreende:
* Isolamento do criatório.
* Controle da introdução de outros animais na criação.
* Aplicação de um plano sanitário preventivo.
* Controle de pragas (ratos e insetos).
* Medidas de higiene.
Atividades higiênico sanitárias preventivas:
Desinfecção: constitue um dos principais pilares em que se embasa a bioseguridade. A desinfecção comprende:
A desinfecção final: é aquela que se realiza a cada final de um ciclo produtivo, quando os animais se destinam ao abate.
Limpeza a seco: para eliminar restos de matéria orgânica.
Limpeza e saneamento: lava-se com água e detergente.
Desifecção: aplicação de doses de desifetante.
Desifecção contínua: se realiza como proteção dos animais que se encontram na criação: pedilúvios, isolamento de animais doentes e higienização de gaiolas e ninhos.
As criações que utilizam um correto plano de desinfecção, alcançam um melhor estado sanitário.
Erros comuns da desinfecção:
* O desinfetante não é de largo espectro.
* A solução desifetante é diluida em excesso.
* A impregnação da solução por metro quadrado é insuficiente.
* Má limpeza prévia da superficie a tratar.
* Realizar mescla de diferentes desinfetantes.
* Limpeza das gaiolas: cada vez que se desocupe uma gaiola por troca ou principalmente morte de um animal, a mesma deve ser lavada e desifetada.
* Usar a vassoura de fogo (lança chamas) nas gaiolas de arame a fim de eliminar-se: pelos, ácaros e materiais que possam desenvolver doenças.
* Lavar as gaiolas, comedouros,bebedouros, eliminando restos de materia fecal, de alimentos, e outros com uso de algum tipo de desinfetante.
É importante a limpeza prévia dos materiais para que os desifetantes possam agir de maneira mais eficaz, não tendo diminuida sua eficiência pela presença de algum tipo de matéria orgância.
* Pintar com cal periódicamente as instalações.
* Retirar periódicamente os dejetos do criatório evitando que fique amontoado dentro do mesmo. Controlar o sistema de efluentes.
* Combater exaustivamente as moscas e ratos uma vez que estes sujam e contaminam os comedouros. Além do que os ratos transmiten enfermidades, se introduzem nos ninhos, matam os filhotes e assustam as coelhas podendo provocar inclusive casos de canibalismo.
* Eliminação de vazamentos e poças de água para evitar a proliferação de moscas e mosquitos.
* Moscas e mosquitos podem atuar como transmissores de enfermidades infectocontagiosas como a Mixomatosis, para a qual praticamente não existe tratamento. Para controlar moscas e mosquitos se deve pulverizar com produtos a base de Piretroide, dentro, debaixo das gaiolas e em toda a área do galpão.
* Retirar o esterco.
* Retirar os animais mortos.
* Todo animal que apresente sinais de enfermidade será isolado e medicado.
* Incinerar e/ou enterrar coberto com cal os animais mortos.
* Os coelhos novos, que sejam adquiridos de outras criações devem ser isolados e mantidos em observação, devendo ser desparasitados.
* Manter limpos e em boas condições, os depósitos de alimentos.
* Limpar e desinfetar periódicamente as instalações para água e bebedouros.
* Restringir a entrada de visitas na criação.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PRODUÇÃO DE PELE



Para a produção de peles de boa qualidade os animais não podem estar em período de muda. Que tem início a partir da  11º semana de vida e se realiza paulatinamente; com duração de 3 meses.
Por isso os animais devem ser sacrificados antes ou depois da muda, porém somente quando os coelhos tenham alcançado seu pleno desenvolvimento.
Para se alcançar um boa qualidade, devemos levar em conta diversos aspectos no que diz respeito ao manejo dos animais; devemos manter os coelhos em boas condições de saúde, bem alimentados, sendo imprescindível uma boa higiene, devendo-se proceder à escovação, um processo que além de remover os pelos mortos e a sujeira estimula o crescimento.
O ambiente da criação deve ser bem iluminado, porém o sol não deve incidir sobre os animais, para que as peles brancas não fiquem amareladas e as de outras cores não troquem de tom.
Uma boa ventilação para que a pele fique mais espessa, processo que também ocorre no inverno, pois verifica-se um aumento no crescimento do pelo, que protegerá do frio
Sugere-se, também, a castração dos machos não reprodutores para que aumentem a quantidade de pelo, brilho e espessura.
Antes do abate se inspeciona o animal. A pele não deve apresentar manchas anormais; se apresentar zonas escuras é sinal que o pelo esta em fase de crescimento.
O sacrifício deve ser por degola que é precedida por um atordoamento, devendo-se ter muito cuidado para não manchar a pele.
O procedimento a seguir para se obter uma pele de qualidade é o seguinte: abate, esfola, limpeza de restos de carne e gordura, tratamento com inseticida e armazenamento até as manipulações ( esticadas em um ferro em "U")subsequentes a secagem.
A pele relacionada com o peso do animal representa 13%, podendo seca pesar de 125 a 150 gramas. As de maior valor são as brancas,dependendo do comprimento, densidade, brilho, espessura, resistência, cor, tamanho e peso.
Com relação ao peso se estabelece as categorias, mais peso, maior a classificação. 
Outro aspecto importante é o estado de conservação.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ENFERMIDADES DA REPRODUÇÃO


Uma vez que todos os fatores da reprodução implicam no bom funcionamento do processo reprodutivo, as enfermidades que se relacionam com ele, podem ter uma origem multifatorial.
Este tipo de transtornos se classificam em infecções e afecções, específicas ou colaterais.
Entre as específicas destacamos: as salmoneloses da coelha e dos filhotes: as estafilococias dos filhotes, que produzem pústulas na região do ventre (se contagiam através da mãe); a metritis inflamação da matriz e as piometras, que são pasteurolosis ou estafilococias; a mastite ou mamite (inflamação mamária, frequentemente cronica, com infecção de uma só glandula da mama); os prolapsos uterinos; a orquite (inflamação dos testículos); a balanitis (inflamação da mucosa da glande) e a vulvoganitis.
Entre as colaterais, temos doenças de outro tipo as quais incidem diretamente na eficiência reprodutiva, destacamos a enfermidades como a hemorrágica vírica, as que impedem as cobrições, e as patologias respiratórias e digestivas, calos nas patas (a umidade e sujeira que podem causar problemas nos pés)que favorecem a rejeição da monta e causar uma diminuição no percentual de gestações e coelhos anscidos vivos.
Também afetam o processo reprodutivo o frio a umidade e a falta de luz.
A contaminação pode chegar ao criatório com a entrada de animais que carregam os agentes causadores de doenças.
Para evitar danos devemos utilizar antissépticos com os filhotes e vacinas para os reprodutores.