quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O MACHO REPRODUTOR



Os machos iniciam sua função reprodutora ao redor dos 5-6 meses, quando atingem 80% do peso adulto.
Em linhas gerais o volume espermático pode oscilar entre 0,3 e 1 ml, com uma concentração de espermatozóides  entre 200 e 1000x10(6).
Esta quantidade e qualidade seminal depende de uma série de fatores uns relacionados diretamente com o animal - fatores intrínsicos - e outros relacionados com o manejo e o meio ambiente - fatores extrínsicos.

- Fatores intrinsícos - depende do animal:

a) Idade: em condições normais de quantidade e concentração espermática se incrementa dos 5 aos 10 meses mantendo-se constante de 2 a 3 anos.

b) Variações individuais: encontraram-se diferenças significativas entre indivíduos, para todos os parâmetros que determinam a produção e qualidade seminal.

c) Raças: diversos autores tem encontrado variações entre as raças.

- Fatores extrínsicos - depende do ambiente e do manejo,

a) Ritmo de utilização do macho: foi observado que a partir da terceira ejaculação consecutiva o volume e a concentração de espermatozoides diminui significativamente; assim recomenda-se duas ejaculações (montas) por dia com intervalo de 15 minutos, uma ou duas vezes por semana.
    A segunda ejaculação tem um menor volume, porém com uma concentração superior.

b) Fotoperiodismo (Luz): 16 horas de luz/dia, favorece a qualidade e concentração de esperma.

c) Temperatura: o coelho é muito sensível ao calor, sofrendo uma diminuição da concentração de espermatozóides quando é submetido a temperaturas superiores aos 27/29º C. Por outro lado é necessário saber que o coelho é um animal com grande capacidade de adaptação e aclimatação, de tal modo que essa diminuição da concentração espermática tende a normalizar e decorridas 4/6 semanas de exposição a altas temperaturas.
Por esta razão nos meses de verão se constata uma diminuição temporária da capacidade reprodutiva dos machos, sendo conveniente manter um rígido controle da temperatura no galpão, assim  como diminuir o ritmo de utilização dos machos e fornecer aos animais suplemento vitamínico (zinco,vitamina E) para amenizar a perda da qualidade seminal.





quinta-feira, 4 de setembro de 2014

PROBLEMAS SANITÁRIOS EM UMA CRIAÇÃO DE COELHOS


Devemos levar em conta as características dos coelhos a fim de implantarmos uma boa e indispensável política sanitária preventiva. Que implica em por em prática programas de vazio sanitário, limpezas periódicas, desinfecção, etc; os níveis de higiene das instalações e a qualidade sanitária dos alimentos devem ser corretos.
Além do que não podemos esquecer da importância das condições ambientais, como a relação entre temperatura, humidade e a quantidade de gases que podem emanar do ambiente da criação.
Em um plano sanitário da criação, destaca-se o controle de roedores e insetos, que são transmissores de muitas doenças, sempre que necessário (ao introduzirmos novos animais na criação) devemos utilizar a "quarentena", devendo-se ainda, tratar as doenças, bem como ter local apropriado para o descarte dos animais mortos.
O criatório (galpão/instalações) deve ser fechado e protegido contra a entrada de cães, gatos e outros animais , além de garantir o controle da entrada de pessoas.
As doenças podem afetar os coelhos desde a fase de embrião até a idade adulta.
Existem doenças com processos específicos, como a estafilococia dos láparos (quando ainda mamam) e outras como as colibacilosis, mais graves e que atingem animais de qualquer idade.
Algumas enfermidades afetam as fêmeas reprodutoras, que contagiam os filhotes, causando diminuição da produção, mortes, etc.
Devendo isto, a problemas sanitários devido as condições de temperatura, humidade relativa e velocidade do ar dentro das instalações.
No que diz respeito a doenças digestivas, são de particular importância, pois diminuem a produção e aumentam a mortalidade. Os fatores de risco mais frequentes estão relacionados com as instalações, variações de temperatura, contaminação da água, qualidade da ração, o strees provocado pelo manejo e higiene dos animais.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

PADRÃO DA RAÇÃO MINI LION segundo APCA:



O corpo: deve ser curto, compacto e bem torneado. As espáduas e o peito devem ser amplas e bem preenchidas (bom osso e bom tónus muscular). Os quartos traseiros devem ser amplos, profundos e bem tonificados, firmes ao toque.
A cabeça: deve ser arredondada e com boa amplitude entre os olhos. O focinho deve ser largo e bem desenvolvido. A cabeça deve estar ligada ao corpo sem pescoço visível.
Pernas: de tamanho mediano e com bom osso, não devem ser finas. Devem ter altura suficiente para evidenciar a juba e o peito.
Orelhas: as orelhas não devem exceder os 7,5 cm (devem estar entre os 5,5 e os 7,5 cm de comprimento), devem ser erectas e abertas, bem cobertas de pelo, mas não devem ser providas de pelo longo como o angorá. Devem ser equilibradas, mantendo a proporção e a harmonia com a cabeça e com o resto do corpo.
Olhos: os olhos devem ser redondos, salientes e brilhantes. Os coelhos brancos devem ter os olhos vermelhos ou azuis. A sua cor deve estar de acordo com a tonalidade do pelo que o exemplar apresenta. Não pode apresentar névoa branca no olho ou catarata.
Juba/peito: O pelo da juba deve ter entre 5 e 7 cm de comprimento, estendendo-se para a parte de trás do pescoço em forma de V, caindo em farripas à volta do mesmo. Deve ter pelo mais comprido no peito, formando um babete.
Pelagem: o pelo deve ser denso, de comprimento mediano (não raso) com direcção de crescimento da cabeça para os quartos traseiros, sempre com o mesmo comprimento. Muitas vezes uma fina linha de pelo delimita os flancos traseiros em direcção à virilha do exemplar. Uma pequena quantidade de pelo nos flancos (saia) é admitida em exemplares com idade igual ou inferior a 5 meses.
Cor: todas as cores e padrões são admitidos desde que sejam reconhecidas pelo clube. É importante relembrar neste ponto que a cor da juba deve apresentar a cor do sub-pelo dessa área.
Condição física: O exemplar deve estar de perfeita saúde e em perfeita condição física, livre de sujidade principalmente nas patas, orelhas e órgãos genitais. Não deve apresentar nós nem estar embaraçado na juba. O pelo deve traduzir a boa condição física do exemplar, que se deve apresentar alerta e vigoroso.
Faltas: 
- Cabeça comprida e estreita
- Focinho fino ou pontiagudo
- Corpo curto demais ou longo demais
- Declive excessivo dos quartos traseiros 
- Diferença pouco harmoniosa entre o lombo e os quartos traseiros
- Estrutura de lebre
- Orelhas demasiado compridas
- Orelhas demasiado compridas
- Juba fina ou escassa
- Excesso de pelo nos flancos

Desqualificações:
- Mal oclusão
- Falta de juba
- Falta de pelo no peito
- Pelo comprido nas pontas das orelhas
- Olhos com névoa branca ou cataradas
- Nariz com mancha branca ou falta de pelo
- Cor incorrecta das unhas
- Exemplares com mais de 1700g

Peso recomendado
Entre 1360g e 1700g

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

SINAIS DA FECUNDAÇÃO



Não existem formas seguras que indiquem com precisão que a coelha esteja coberta. Notamos, por vezes que quando prenha a coelha,torna-se mais calma,com movimentos lentos,engorda,altera-se a forma do seu corpo, principalmente no ventre.
Porém, existem métodos ou sinais que sinalizam a possibilidade da coelha estar coberta.
 - Prova do acasalamento: 
Quando a coelha é levada novamente ao macho, e esta não o aceita, fugindo e emitindo grunhidos. Pode ser que esteja prenha, mas não o é de forma afirmativa, pois existem fêmeas que aceitam o macho antes de parir.
- Prova das mamas:
Logo após a ovulação, as glândulas mamárias se desenvolvem mais na segunda semana da gestação. Para examinar o criador deve segurar uma das mamas e, com o dedo indicador e polegar, fazer um movimento de vaivém, se a pele estiver grossa a coelha poderá estar prenhe.
- Palpação Ventral:sem dúvida é o método mais seguro para a verificação da gestação.
A apalpação é efetuada quinze dias após o acasalamento; a coelha deve estar com a cabeça virada para o operador, que com uma das mãos,a contém, segurando-a pelas orelhas e pela pele do dorso. Com a outra mão, o operador faz uma leve pressão sobre a barriga da coelha e depois vai fechando , ao mesmo tempo as mãos e os dedos, com movimentos para frente e para baixo.
Quando a coelha está prenha, o operador sente escorregar entre os dedos,alguns caroços em cadeia. Temos que ter cuidado para não confundir com material fecal.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

DOENÇAS GASTROINTESTINAIS E RESPIRATÓRIAS



As doenças gastrointestinais mais comuns e doenças respiratórias podem ser evitadas com a aplicação das regras de rigorosa higiene ambiental e a manutenção de condições adequadas e com o isolamento dos indivíduos doentes.
Os agentes infecciosos estão sempre presentes, num estado latente e apenas esperam o momento oportuno para realizar a sua ação patogênica e causar problemas de saúde. As formas são então doenças respiratórias que, para a maior parte, o criador pode mesmo impedir sabendo que existem fatores como a temperatura, a umidade  as correntes de ar e a circulação de ar que  predispõem os animais caso  não seja bem regulado; o estresse  ou qualquer outro fator imunossupressor, como  a falha de quarentena para os indivíduos novos e nas introduções e da falta de vácuo sanitário nos ciclos de produção alternados.
Mesmo as "síndromes entéricas" são a expressão de uma forma de enteropatia multifatorial
em que uma variedade de patógenos agem sinergicamente com os estressores e gerenciais
e pode muito bem ser considerado como o mais importante entre as doenças de trabalho típicos da criação de  coelhos, com base na produção e  que provoca danos. Entre os principais condicionantes incluem-se a densidade excessiva de animais, a formulação errada da dieta ou a mudança súbita do tipo de dieta, a redução da ingestão de alimentos, ou falhas de gestão e falta de higiene, uso excessivo de substâncias antibacterianas, as condições ambientais são desfavoráveis, situações de estresse, baixa imunidade materna, etc., contribuem para o aparecimento de formas entéricas, e promovendo a proliferação de agentes patógenos primários ou oportunistas tanto por aumentar a susceptibilidade dos coelhos,como por exemplo através de um efeito immunodepressivo.
Assim, até mesmo problemas gastrointestinais pode ser largamente evitado, mas, enquanto que no caso das formas respiratórias deve impedir o criador operando sobre o ambiente, no caso das formas de fatores intestinais são mais complexos.
Também neste caso, a aplicação de um protocolo rígido que proporciona medidas sanitárias
de higiene das instalações e da compra e introdução de reprodutores na criação, combinada com o controle dos fatores de estresse e alimentação adequada pode ajudar tremendamente impedindo o surgimento e evolução de doenças.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A HIGIENE NA CRIAÇÃO




O maior obstáculo para as explorações de coelhos geralmente concentra-se nas doenças dos animais, daí a importância da higiene, que na verdade é o fundamento que mantém a estrutura econômica da exploração, consistindo em: saúde, genética e alimentação.
Deve então, o criador evitar ou reduzir os problemas patológicos, propagação ou transmissão, assegurar o desempenho produtivo dos animais  e ter cuidados a fim de que não se altere ou contamine os alimentos e por conseguinte os coelhos.
 As acomodações do criatório, como vai ser instalado, o ambiente será ao ar livre, natural ou controlado? A orientação do local e isolamento das instalações de outros animais, terá influência no desenvolvimento e minimizará ou aumentará os cuidados higienicos e sanitários.
O crescimento da vegetação espontânea (capoeiras), material usado empilhado, fezes e material de ninho espalhados no ambiente contribuem para a proliferação de insetos e animais que podem ser portadores de doenças.
Assim uma medida de higiene é baseada em manter limpa toda a área da criação interna e externa.
O contato repetido dos coelhos com seu ambiente e equipamento significa que eles tendem a ser um veículo para a difusão de componentes microbianos, que pode ser incluído como uma forma de poluição mais passiva, direta ou indireta de contato de elementos estáticos com animais alojados.A essência reside na prevenção de lixo, líquidos ou sólidos, alimentos sujos, bebida, utensílios, gaiola e do corpo do coelho está estreitamente relacionado com a instalação e isso depende da necessidade de sempre fazer o coleta ou tratamento.
Comedouros e bebedouros devem ser mantidos limpos, e cuidadosamente limpos depois de cada desinfecção.O mesmo deve atuar nas caixas ninho após cada desmame. Não devem ser esquecidos, pisos e paredes, bem como pontos de luz, vidros, carrinhos de limpeza, etc.
O uso de produtos antimicrobianos é hoje indispensável para uma desinfecção adequada.desinfecção está no controle e destruição de agentes patogênicos biológicos de coelhos e pode ser efetuada por meios físicos ou químicos. Meios químicos têm, em geral, a mais importante do que o físico.Deve-se notar a importância de ser capaz de usar os produtos da presença de animais como na maioria das fazendas de ocupação agrícola coelho é permanente.Para garantir a desinfecção adequada, a limpeza deve ser realizada antes e que os restos de sujeira ou matéria orgânica para inativar parte da ação de desinfetantes, reduzindo o seu poder de penetração. 
Existem vários produtos para desinfecção do ambiente, mas sua ação germicida não é a mesma para todas as situações, assim devemos procurar aplicar a que melhor se adapte ao problema.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

TOXEMIA DA GESTAÇÃO



Segundo Jo Lynne Wilber (1999) esta desordem orgânica no animal ocorre geralmente na última semana de gravidez.

Primíparas e coelhas obesas com uma alimentação de alto valor calórico e que apresentam anorexia repentina são grupos de maior risco.
Assim, uma alimentação muito rica em nutrientes e esta em excesso, leva a acumulação de gordura na coelha que, no fim da gestação, pode provocar intoxicação grave com morte súbita antes, durante ou após a parição, ocorrendo com frequencia nas coelhas excessivamente gordas e de raças gigantes.
Apresenta como sintoma, falta de apetite, seguida de morte súbita (24 a 48 horas) no interior do ninho.
Como prevenção devemos reduzir a alimentação das coelhas antes da primeira gestação até o sétimo dia desta.
É essencial observar as fêmeas em repouso ou na primeira metade da gestação, com a finalidade de evitar-se um acumulo exagerado de gordura no animal.
Tratamento não existe, apenas prevenção com o equilibrio na alimentação para que se evite que a coelha fique muito gorda.