sexta-feira, 30 de abril de 2010

VANTAGENS DA CRIAÇÃO DE COELHOS EM PEQUENAS PROPRIEDADES

A exploração de coelhos de raças para produção de carne, é uma importante atividade para pequenos agricultores que a utilizam para o consumo próprio, sendo uma espécie de produção animal que oferece inúmeras vantagens em relação a outros tipos de exploração agropecuária.
Assim destacamos alguns aspectos relevantes.
- Pouca área para as instalações:
A superfície destinada para o galpão ou disposição das gaiolas, dependerá de quantos coelhos queremos criar. Cada coelho necessita de um espaço de 3600 cm² aproximadamente.
Portanto, para prover carne para uma família, será mais que suficiente preparar um coelhário de 6 m².
- Alimentação:
O alimento é o custo mais importante na criação de coelhos para carne; porém em pequenas criações familiares podemos aproveitar os subprodutos e restos da horta; podemos também, utilizar forragens como aveia, azevém, etc.
A forragem deve ser ministrada murcha o que diminuirá a quantidade de água em sua constituição, pois a alimentação quando baseada unicamente com vegetais pode ocasionar diarréias com alta mortalidade. Devido a isso, os grãos ( aveia, trigo, milho) que serão fornecidos quebrados no caso do milho, ou milho em espiga com palha (nunca moído - pode ocasionar problemas respiratório) somados a um alimento balanceado - ração - são excelentes para complementar uma ração apropriada.
- Carne de excelente qualidade:
A produção familiar de coelhos, nos permite obter a baixo custo uma carne rica em proteínas, com reduzido nível de colesterol e de alta digestibilidade.
- Mão de obra:
A criação pode ser manejada ou conduzida por indivíduos jóvens, mulheres ou idosos.
- Ciclo de produção curto:
Os animais podem iniciar a reprodução com quatro meses em relação as fêmeas e seis meses os machos, observando sempre que os animais devem ter alcançado 80% do peso adulto. A gestação (30 dias), a lactação (30 dias) e o abate em média se realiza ao 85 dias de vida (2.400 kg/vivo)
- Produtividade:
1 coelha: 6 partos por ano x 6 filhotes desmamados = 36 coelhos para abate.
Rendimento aproximado por coelha em produção: 1,5 kg de carne x 36 coelhos = 54 kg de carne.
- Adaptação as variações de temperatura:
O animal adulto tolera bem o frío, devendo-se se dar boa proteção aos láparos recém-nascidos.
As gaiolas e/ou galpões devem ser protegidas dos ventos frios.
Em locais de altas temperaturas se deve proteger o coelhário com sombra (árvores de folhas caducas).
- Aproveitamento:
Podemos aproveitar o esterco, com uma alternativa de reciclagem através da utilização de minhocas "da califórnia" para a produção de húmus. Em alguns casos podemos colocar as minhocas diretamente embaixo das gaiolas evitando-se a proliferação de moscas e reciclando-se os dejetos continuamente.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

MANEJO DOS LÁPAROS


Ao nascer, os láparos são incapazes de sobreviver por conta própria, a temperatura necessária para o bom funcionamento de seus organismos durante os primeiros dias de vida deve oscilar entre 30 e 35 graus centígrados, isto dentro do ninho; temperatura esta, que deve ser controlada e mantida, para que contribua para o bom desenvolvimento dos filhotes.
O ninho é um acessório indispensável, a cama deve estar sempre limpa e se necessário podemos renová-la, acrescentando-se mais palha, maravalha, etc.
O ninho poderá ser retirado ao redor dos 25-30 dias, um pouco antes da desmama.
Devemos revisar o ninho diariamente, retirando-se os filhotes mortos e observando a vitalidade dos demais.
A mortalidade durante a lactação muitas vezes pode ser atribuida a coelha (falta de leite,sustos, calos nas patas,...), porém também pode ser motivada por falta de água (em muitos casos por mudanças bruscas de temperatura), todos estes fatores devem ser levados em conta.
A mortalidade desde o nascimento até a desmama tem muita importância em uma criação de coelhos. Seu controle depende dos cuidados que o cunicultor tiver com láparos desde o nascimento.
Um índice de mortalidade de 12 a 18% durante este período pode ser considerado normal, esta porcentagem corresponde a um período relativamente longo, ou seja de um ano. Porém em muitas criações não é raro registrar índices de mortalidade de 25 a 30%.
Os láparos mais pequenos de uma ninhada, são os mais fracos e menos resistentes, e portanto menos visíveis, o que pode contribuir para sua morte. As ninhadas mais numerosas apresentam igualmente uma mortalidade, as vezes maior, daí a necessidade de praticar-se a "adoção" apartir dos 12 láparos por ninhada, taxas de mortalidade mais baixas são observadas em ninhadas de 7 a 10 láparos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ALIMENTAÇÃO DA COELHA NO MOMENTO DO PARTO



A coelha durante os dias que antecedem ao parto, deve ter uma alimentação racionada, e após ter parido se dará ração a vontade.
A água é muito importante, tanto antes como depois do parto, devido as necessidades de lactação.
Com relação a suplementação da alimentação, observamos que alguns cunicultores, administram sistematicamente no período de parto, minerais, vitaminas, tranquilizante, "fatores" de aumento da lactação, assim como antibióticos para evitar possíveis enfermidades. São muitos os abusos que se realizam neste sentido e, não podemos esquecer que devemos dar uma alimentação normal para um aproveitamento ou rendimento normal.
Em caso de produções excepcionais, podemos ministrar um suplemento vitamínico, porém unicamente nestes casos.
Em explorações racionais com um manejo alimentício correto, este tipo de suplemento não tem validade alguma.
Durante este período - pré e pós parto - a coelha é muito sensível a qualquer troca no sistema de alimentação, o que precisamos evitar.
O criador deve ainda ter muita atenção na limpeza dos alimentos e dos comedouros/bebedouros.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CARACTERES REPRODUTIVOS DA FÊMEA


Nas fêmeas a puberdade chega geralmente quando atingem 70-75% do peso vivo de uma coelha adulta. Todavia aconselha-se esperar a chegada dos 80% do peso vivo, para dar início a reprodução, paramêtros válidos também para os machos.
A coelha é considerada como poliéstrica anual, pois apresenta cio durante o ano todo e a ovulação é induzida - a liberação do óvulo só ocorre quando existe cópula e a ovulação acontece entre 8 a 10 horas depois do acasalamento.
A coelha no cio, que dura entre 5 a 10 dias, apresenta as seguintes características:
- Fricciona continuamente as narinas;
- Permanece deitada sobre o terço anterior, com o posterior levantado;
- A vulva apresenta-se molhada e bem avermelhada;
- Aceita o macho tranquilamente;
Consideramos que uma coelha está no cio quando aceita a monta por parte do macho.

Uma boa coelha deve possuir de 8 a 10 mamas, bem constituídas, o que é muito importante para a criação e desenvolvimento de ninhadas numerosas, além apresentar uma pélvis larga e profunda que proporciona um bom parto, eliminando-se das criações fêmeas que apresentem a pélvis deformada ou estreita. A medida que nos machos é favoravel demonstrar um temperamento fogoso e vivaz, como sinal de saúde e vitalidade, nas fêmeas é preferível um caráter tranquilo, a timidez e o nervosismo podem repercutir desfavoravelmente no parto e no cuidado da ninhada (abortos, abandono das crias, canibalismo, etc).
O êxito da produção não depende somente de que a coelha reuna as condições adequadas para ele, sua alimentação deve ser nutritiva e vitaminada, porém não é conveniente que as fêmeas estejam demasiadas gordas, muitas vezes parindo poucos filhotes, quase sempre de tamanho pequeno e muitas vezes mortos ou que produzam quantidade de leite insuficiente e que cuidem mal as suas crias.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O CRESCIMENTO DO COELHO

De acordo com alguns estudos e experiências, destacamos alguns resultados no que diz respeito ao crescimento dos coelhos.
* O crescimento nas primeiras semanas é aproximadamente similar, tanto para o macho como para a fêmea.
* A partir da 15ª semana as fêmeas adquirem maior desenvolvimento em relação ao macho.
* Observa-se um crescimento maior nas primeiras semanas de vida do que nas seguintes.
* Na primeira semana o coelho duplica o seu peso, ficando o seu peso aos 2 meses de idade 20 a 25 vezes superior ao que apresentava ao nascer.
* Praticamente não existe crescimento decorridas as 25 semanas de vida, mas até pelo contrário, observamos uma redução, por menor que seja.
* Examinando as curvas individuais de crescimento observam-se irregularidades e anomalias que ocorrem e são difíceis de serem registradas e levadas em conta em um estudo, e que influem no desenvolvimento dos animais, tais como: variações na alimentação, climáticas, ambientais, etc.
Temos que observar que aos períodos de decadência no crescimento, seguem outros períodos de crescimento compensatório, terminando o coelho por adquirir o peso que lhe corresponde segundo as suas características, podendo-se dizer que cada animal goza da propriedade de adquirir um peso determinado; mas isto somente ocorre (crescimento de compensação) quando o atraso no crescimento tenha sido por causas acidentais, excluindo-se os fatores hereditários.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A ENGORDA

A engorda dos coelhos é o período compreendido entre a desmama e o abate.
Tem uma duração variável em função do tipo de produto que queremos obter, determinado pelo peso vivo final médio, a alcançar pelos coelhos.
O objetivo da engorda racional dos coelhos é conseguir um crescimento rápido, com baixo consumo de alimento, com altos indíces de conversão e com mínima mortalidade possível.
A idade de abate é ao redor dos 2 meses, quando se alcança o peso vivo médio de 2,0-2,5 quilos.
Se a engorda se prolonga além das 12 semanas se alcança pesos vivos de 2,6-2,7 kg.
Em geral não é conveniente prolongar a engorda muito além desta idade, porque a partir dai diminui o indíce de conversão e se obtém, uma carne com maior porcentagem de gordura.
Não existe diferença sifnificativa de peso entre machos e fêmeas, para que valha a pena realizar a engorda dos animais separados por sexo.
O peso dos animais na idade de abate é influenciado pelo peso no momento da desmama, de modo que a heterogeneidade dos pesos dos coelhos na idade do desmame origina uma heteregenoidade nos pesos dos animais na idade do abate, se bem com menor amplitude de variação (diferenças de peso entre 11 e 30% na desmama com 35 dias de idade pode conduzir a diferenças de peso entre 6,7 a 17% no peso aos 71 dias de idade).
As gaiolas em que são alojados os animais durante a engorda devem ser diferentes das destinadas a reprodução, dadas as diferentes necessidades ambientais que existem entre a engorda e sobretudo a fase de lactação.
Ainda, a realização da engorda em gaiolas separadas e ambiente diferenciado permite a melhora do estado sanitário e evita a convivência entre animais de diferentes estados produtivos e suscetíveis a processos patológicos.
As gaiolas de engorda de acordo com várias dimensões podem ser de: 40X90, de 50X70 e 50X80 cm².
A densidade normal dos animais nas gaiolas é de 16 a 18 coelhos por metro quadrado (600-700 cm2/animal); uma densidade superior pode diminuir o rendimento durante a engorda.
E se recomenda que não se ultrapasse o número de 20 animais/m² o que corresponde aproximadamente 40 kg de PV/m² ao final da engorda.
A densidade do alojamento de engorda também sofre influência da ventilação, em ambientes com ventilação natural se admitem densidades menores que aqueles que possuem sistema de ventilação forçada. Igualmente no verão a densidade deve ser menor que no inverno.
A temperatura ideal para os ambientes de engorda situa-se na faixa de 12º C a 15ºC.
No que diz respeito a iluminação, 8 horas de luz diárias são necessárias, podendo situar-se em torno de 5 - 10 horas luz, em casos em que se utilize iluminação artificial, devemos ter a precaução de acender as lâmpadas em horas fixas para não perturbar a cecotrofia.
A mortalidade dos coelhos durante a engorda pode ser variável, entre 2 a 20%, sendo mais frequente de 5 a 10%. Mortalidades maiores, superiores a 10%, podemos considerar anormalmente elevadas e devidas a um manejo inadequado, como más condições higiênicas no criatório, pois a limpeza e desinfecção é fundamental na criação de coelhos.
O rendimento médio diário de peso durante a engorda pode variar entre 30 e40g/dia, se bem que é muito frequente as médias de 35 a 38 g/dia.
O rendimento da carcaça pode variar de 60 a 63% quando abatidos até 80 dias de idade, com peso vivo de 2,5 kg.
A alimentação com ração diminui a proporção de gordura, porém é dificil de controlar, pois exige calcular a quantidade diária a ser ministrada, com uma atenção continuada de registro de consumo.
O consumo diário de ração a ser ministrada aos coelhos em engorda, é em média de 100 a 130 gr./dia.
No período de engorda os tratamentos de qualquer natureza devem ser suspensos, afim de não comprometer a qualidade da carne.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS DO MACHO

Os machos podem iniciar a sua vida reprodutiva entre os 6 e 8 meses de idade, quando tem início o fenômeno da espermatogênese (produção de espermatozóides) os primeiros saltos podem ocorrer antes disso, mas caracterizam-se por uma baixa concentração de esperma o que ocasiona em muitos casos a falha na concepção. A maioria dos coelhos tratam de praticar o acasalamento, pouco tempo depois que se introduza a fêmea na gaiola. O ato total da cópula dura 70 segundos, e pode ser repetido algumas vezes.
Porém sobre o ardor sexual influem vários fatores, dentre eles a idade, a fêmea apresentada e as condições do meio ambiente.
A porcentagem dos machos que intentam a monta aumenta progressivamente com a idade a partir dos 4 meses. Este aumento depende das características da raça, assim como as condições ambientais, particularmente a iluminação.
Existem dados que parecem indicar que o apetite sexual é superior em machos submetidos a 8/10 horas de luz, em relação aos condicionados a 16 horas.
As temperaturas superiores a 27º C, afetam o rendimento dos reprodutores baixando seu libido chegando a anular a produção de espermatozóides em torno de 45 a 60 dias, ao longo da estação mais quente.
Por outro lado também observamos que o comportamento sexual parece estar associado ao volume ejaculado e a concentração espermática. Os animais mais impetuosos tem um maior volume e uma menor concentração aumentando a porcentagem de espermatozóides vivos, em relação aos menos impetuosos.
No que diz repeito ao ritmo de utilização, segundo as estatísticas, é aceito que os machos iniciem sua vida reprodutiva a partir dos 5 meses de idade de modo progressivo, passando de um salto por semana a um máxino de 6 por semana (dois a cada dois dias).
Recomenda-se, ainda, que os machos sejam utilizados com um máximo de quatro saltos por semana, para prolongar a sua vida produtiva.