quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DIFICULDADES NA CONCEPÇÃO


O coelho silvestre não se reproduz no outono e inverno, pela influência do ambiente sobre as glândulas reprodutivas, que não produzem células normais nesta época.
Já o coelho doméstico se modificou e o período de esterilidade é mais curto dependendo da genética dos animais e do clima; existem exemplares que se apresentam sempre fecundos e outros não o são em períodos que variam entre 4 a 10 semanas. As fêmeas que por qualquer causa passam algum tempo sem criar, tem mais dificuldades em ficar prenhes.
As altas temperaturas e o clima seco, especialmente quando são "fora de época"ou anormais são causas de esterilidade que as vezes se prolonga por vários meses. Também a muda dos pelos e uma alimentação carente de nutrientes podem contribuir para a esterilidade temporal.
Durante o período de esterilidade podemos minimizá-la oferecendo aos coelhos um complemento alimentar a base de vitaminas.
O cunicultor deve selecionar os reprodutores, eliminando os que transmitirem aos seus descendentes, tendência a esterilidade.
Outros fatôres que influem na esterilidade dos coelhos:

* Condição física - os reprodutores excessivamente gordos ou fracos, muitas vezes não concebem. Com exercícios e alimentação adequada voltam a reproduzir normalmente.

* Idade - Devemos levar em conta a possibilidade de que em muitos casos animais que não concebam, se deve ao fato de serem jovens demais ou muito velhos.

* Retenção de fetos - Coelhas as vezes apresentam partos incompletos, e os fetos retidos são absorvidos, muitas causando danos no útero e apartir daí raramente concebem. Se diagnostica mediante a apalpação.

* Reabsorção fetal - As coelhas cobertas poucos dias após o parto e fecundadas, correm o risco de sofrer uma reabsorção fetal durante a gestação, se o nível nutricional que lhe é oferecido for insuficiente. Devido a isso devemos manter os animais bem alimentados, com ração rica em proteínas, minerais e vitaminas.

* Falsa gestação - Depois de um estímulo sexual sem fecundação notamos um período de mais ou menos 17 dias em que a coelha se apresenta esteríl. Devido a isso convém que as fêmeas alojadas em grupos, devem ser transferidas para gaiolas individuais entre 20 a 22 dias antes de serem cobertas.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

DOENÇAS/CONTROLE

O controle mínimo de surtos de doenças é a chave para o sucesso de uma criação, em especial a de coelhos.
Muitas doenças ocorrem por mau uso ou falta de conhecimento, podemos afirmar que as perdas são em torno de 25% em especial nas criações de médio porte e grande porte. Isso inclui coelhos (coelhos recém-nascidos), natimortos ou que morrem após poucos dias de nascimento, a morte de coelhos jovens e adultos.
A doença pode ser definida como a redução ou a suspensão do funcionamento normal de qualquer parte do órgão, ou sistema do corpo (ou combinação) que se manifesta por um conjunto de sintomas característicos. Os agentes causadores da doença desenvolvem-se continuamente no ambiente do coelho.
No entanto, muitas vezes a doença manifesta-se em alguns animais e em outros não, talvez devido a resistência genética à doença específica de alguns coelhos.
Outro fator que o cunicultor deve considerar em caso de doença é a concentração do agente. A concentração de organismos patógenos (causadores de doenças) está relacionada com a realização da higiene e com a densidade populacional de animais nas instalações.
Em raças sob confinamento, as doenças tendem a aumentar quase proporcionalmente com o aumento do número de animais no espaço dado. Ventilação, higiene e acompanhamento são importantes fatores no controle de moléstias.
A ventilação está diretamente associada com o ar de diluição. Quanto menor a ventilação maior será o número de organismos patogênicos dispersos em uma área específica, uma ventilação adequada contribui significativamente para a redução de doenças respiratórias.
O saneamento, a limpeza do ambiente bem como a utilização de produtos químicos nessa operação contribui de maneira significativa para o controle de microorganismos patogênicos.
A remoção dos dejetos das gaiolas, a desinfecção dos ninhos, bem como a remoção de pelos, reduzem o número de organismos causadores de doenças. A observação contínua dos animais, fezes e de alimentos e o consumo de água são fatores que contribuem para a prevenção precoce de doenças.
Todos os animais que foram expostos a doenças contagiosas, ou que tenham sido infectados, devem ser isolados. Também devemos isolar animais que tenham sido exibidos em feiras, ou recém adquiridos, por um período não inferior a 15 dias.
Observe os animais durante esse período e fique atento a quaisquer sinais de doença, tais como corrimento nasal e diarréia. Se você suspeitar da presença de alguma doença no lugar onde você comprou animais, previna-se com o uso de antibióticos de largo espectro, como a oxitetraciclina para a prevenção do surto da doença em sua criação. Algumas doenças podem ser diagnosticadas pelos sintomas clínicos, enquanto outros só podem ser detectadas pelo exame após a morte do animal (autópsia) e, em alguns casos, através técnicas especializadas.
Uma vez que nos familiarizarmos com a aparência normal dos órgãos internos dos animais abatidos, podemos distinguir anormalidades nos animais que morrem sem apresentar sintomas de doença evidente, o que pode contribuir para a prevenção de possíveis surtos de doenças na criação.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

VANTAGENS DA CRIAÇÃO DE COELHOS EM PEQUENAS PROPRIEDADES

A exploração de coelhos de raças para produção de carne, é uma importante atividade para pequenos agricultores que a utilizam para o consumo próprio, sendo uma espécie de produção animal que oferece inúmeras vantagens em relação a outros tipos de exploração agropecuária.
Assim destacamos alguns aspectos relevantes.
- Pouca área para as instalações:
A superfície destinada para o galpão ou disposição das gaiolas, dependerá de quantos coelhos queremos criar. Cada coelho necessita de um espaço de 3600 cm² aproximadamente.
Portanto, para prover carne para uma família, será mais que suficiente preparar um coelhário de 6 m².
- Alimentação:
O alimento é o custo mais importante na criação de coelhos para carne; porém em pequenas criações familiares podemos aproveitar os subprodutos e restos da horta; podemos também, utilizar forragens como aveia, azevém, etc.
A forragem deve ser ministrada murcha o que diminuirá a quantidade de água em sua constituição, pois a alimentação quando baseada unicamente com vegetais pode ocasionar diarréias com alta mortalidade. Devido a isso, os grãos ( aveia, trigo, milho) que serão fornecidos quebrados no caso do milho, ou milho em espiga com palha (nunca moído - pode ocasionar problemas respiratório) somados a um alimento balanceado - ração - são excelentes para complementar uma ração apropriada.
- Carne de excelente qualidade:
A produção familiar de coelhos, nos permite obter a baixo custo uma carne rica em proteínas, com reduzido nível de colesterol e de alta digestibilidade.
- Mão de obra:
A criação pode ser manejada ou conduzida por indivíduos jóvens, mulheres ou idosos.
- Ciclo de produção curto:
Os animais podem iniciar a reprodução com quatro meses em relação as fêmeas e seis meses os machos, observando sempre que os animais devem ter alcançado 80% do peso adulto. A gestação (30 dias), a lactação (30 dias) e o abate em média se realiza ao 85 dias de vida (2.400 kg/vivo)
- Produtividade:
1 coelha: 6 partos por ano x 6 filhotes desmamados = 36 coelhos para abate.
Rendimento aproximado por coelha em produção: 1,5 kg de carne x 36 coelhos = 54 kg de carne.
- Adaptação as variações de temperatura:
O animal adulto tolera bem o frío, devendo-se se dar boa proteção aos láparos recém-nascidos.
As gaiolas e/ou galpões devem ser protegidas dos ventos frios.
Em locais de altas temperaturas se deve proteger o coelhário com sombra (árvores de folhas caducas).
- Aproveitamento:
Podemos aproveitar o esterco, com uma alternativa de reciclagem através da utilização de minhocas "da califórnia" para a produção de húmus. Em alguns casos podemos colocar as minhocas diretamente embaixo das gaiolas evitando-se a proliferação de moscas e reciclando-se os dejetos continuamente.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

MANEJO DOS LÁPAROS


Ao nascer, os láparos são incapazes de sobreviver por conta própria, a temperatura necessária para o bom funcionamento de seus organismos durante os primeiros dias de vida deve oscilar entre 30 e 35 graus centígrados, isto dentro do ninho; temperatura esta, que deve ser controlada e mantida, para que contribua para o bom desenvolvimento dos filhotes.
O ninho é um acessório indispensável, a cama deve estar sempre limpa e se necessário podemos renová-la, acrescentando-se mais palha, maravalha, etc.
O ninho poderá ser retirado ao redor dos 25-30 dias, um pouco antes da desmama.
Devemos revisar o ninho diariamente, retirando-se os filhotes mortos e observando a vitalidade dos demais.
A mortalidade durante a lactação muitas vezes pode ser atribuida a coelha (falta de leite,sustos, calos nas patas,...), porém também pode ser motivada por falta de água (em muitos casos por mudanças bruscas de temperatura), todos estes fatores devem ser levados em conta.
A mortalidade desde o nascimento até a desmama tem muita importância em uma criação de coelhos. Seu controle depende dos cuidados que o cunicultor tiver com láparos desde o nascimento.
Um índice de mortalidade de 12 a 18% durante este período pode ser considerado normal, esta porcentagem corresponde a um período relativamente longo, ou seja de um ano. Porém em muitas criações não é raro registrar índices de mortalidade de 25 a 30%.
Os láparos mais pequenos de uma ninhada, são os mais fracos e menos resistentes, e portanto menos visíveis, o que pode contribuir para sua morte. As ninhadas mais numerosas apresentam igualmente uma mortalidade, as vezes maior, daí a necessidade de praticar-se a "adoção" apartir dos 12 láparos por ninhada, taxas de mortalidade mais baixas são observadas em ninhadas de 7 a 10 láparos.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

ALIMENTAÇÃO DA COELHA NO MOMENTO DO PARTO



A coelha durante os dias que antecedem ao parto, deve ter uma alimentação racionada, e após ter parido se dará ração a vontade.
A água é muito importante, tanto antes como depois do parto, devido as necessidades de lactação.
Com relação a suplementação da alimentação, observamos que alguns cunicultores, administram sistematicamente no período de parto, minerais, vitaminas, tranquilizante, "fatores" de aumento da lactação, assim como antibióticos para evitar possíveis enfermidades. São muitos os abusos que se realizam neste sentido e, não podemos esquecer que devemos dar uma alimentação normal para um aproveitamento ou rendimento normal.
Em caso de produções excepcionais, podemos ministrar um suplemento vitamínico, porém unicamente nestes casos.
Em explorações racionais com um manejo alimentício correto, este tipo de suplemento não tem validade alguma.
Durante este período - pré e pós parto - a coelha é muito sensível a qualquer troca no sistema de alimentação, o que precisamos evitar.
O criador deve ainda ter muita atenção na limpeza dos alimentos e dos comedouros/bebedouros.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CARACTERES REPRODUTIVOS DA FÊMEA


Nas fêmeas a puberdade chega geralmente quando atingem 70-75% do peso vivo de uma coelha adulta. Todavia aconselha-se esperar a chegada dos 80% do peso vivo, para dar início a reprodução, paramêtros válidos também para os machos.
A coelha é considerada como poliéstrica anual, pois apresenta cio durante o ano todo e a ovulação é induzida - a liberação do óvulo só ocorre quando existe cópula e a ovulação acontece entre 8 a 10 horas depois do acasalamento.
A coelha no cio, que dura entre 5 a 10 dias, apresenta as seguintes características:
- Fricciona continuamente as narinas;
- Permanece deitada sobre o terço anterior, com o posterior levantado;
- A vulva apresenta-se molhada e bem avermelhada;
- Aceita o macho tranquilamente;
Consideramos que uma coelha está no cio quando aceita a monta por parte do macho.

Uma boa coelha deve possuir de 8 a 10 mamas, bem constituídas, o que é muito importante para a criação e desenvolvimento de ninhadas numerosas, além apresentar uma pélvis larga e profunda que proporciona um bom parto, eliminando-se das criações fêmeas que apresentem a pélvis deformada ou estreita. A medida que nos machos é favoravel demonstrar um temperamento fogoso e vivaz, como sinal de saúde e vitalidade, nas fêmeas é preferível um caráter tranquilo, a timidez e o nervosismo podem repercutir desfavoravelmente no parto e no cuidado da ninhada (abortos, abandono das crias, canibalismo, etc).
O êxito da produção não depende somente de que a coelha reuna as condições adequadas para ele, sua alimentação deve ser nutritiva e vitaminada, porém não é conveniente que as fêmeas estejam demasiadas gordas, muitas vezes parindo poucos filhotes, quase sempre de tamanho pequeno e muitas vezes mortos ou que produzam quantidade de leite insuficiente e que cuidem mal as suas crias.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O CRESCIMENTO DO COELHO

De acordo com alguns estudos e experiências, destacamos alguns resultados no que diz respeito ao crescimento dos coelhos.
* O crescimento nas primeiras semanas é aproximadamente similar, tanto para o macho como para a fêmea.
* A partir da 15ª semana as fêmeas adquirem maior desenvolvimento em relação ao macho.
* Observa-se um crescimento maior nas primeiras semanas de vida do que nas seguintes.
* Na primeira semana o coelho duplica o seu peso, ficando o seu peso aos 2 meses de idade 20 a 25 vezes superior ao que apresentava ao nascer.
* Praticamente não existe crescimento decorridas as 25 semanas de vida, mas até pelo contrário, observamos uma redução, por menor que seja.
* Examinando as curvas individuais de crescimento observam-se irregularidades e anomalias que ocorrem e são difíceis de serem registradas e levadas em conta em um estudo, e que influem no desenvolvimento dos animais, tais como: variações na alimentação, climáticas, ambientais, etc.
Temos que observar que aos períodos de decadência no crescimento, seguem outros períodos de crescimento compensatório, terminando o coelho por adquirir o peso que lhe corresponde segundo as suas características, podendo-se dizer que cada animal goza da propriedade de adquirir um peso determinado; mas isto somente ocorre (crescimento de compensação) quando o atraso no crescimento tenha sido por causas acidentais, excluindo-se os fatores hereditários.