sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

COELHOS - ATENÇÃO COM OS SINAIS DE DOENÇA


Um dos principais problemas dos cunicultores são as enfermidades, e é uma das funções do criador conhecer seus animais, identificar as fases do coelho sadio ao coelho doente.
O coelho em boas condições de saúde, apresenta os olhos vivos, é agil e com pelo brilhante.
Um coelho doente apresenta olhos opacos sem vida, isola-se imóvel em um canto da gaiola com o pelo eriçado e sem brilho.
A temperatura normal do coelho é de 35,5º- 39º C, temperaturas superiores nos indica que o animal apresenta alterações infecciosas.
As orelhas também podem nos indicar alterações de temperatura nos coelhos.
A respiração do coelho é de 100 vezes por minuto, quando doente pode variar de 120-140 por minuto.
O coelho pratica a coprofagia, apresentando dois tipos de excrementos - um branco (cecótrofos) o qual ingere em condições normais de saúde e outro duro (fezes propriamente dita) expelindo-o para o exterior.
Quando o criador observa no piso da gaiola um "rosário" de cecótrofos(excrementos brancos), em continuidade pode vir uma diarréia.
Em anos de elevada umidade com grandes variações térmicas (frio-calor) são épocas de grande incidência de micose, coccidiose, mixomatose e pasteurolose, o que deve por em alerta o cunicultor.
Das inúmeras enfermidades a que os coelhos estão sujeitos, as mais frequentes são coccidiose, pasteurolose, enterotoxemia, mixocomatose e micoses.
Outras que podem afetar os coelhos, o são em pequena escala, com relação as citadas, que por sua vez podem ser uma consequência das anteriores.
Assim o bom cunicultor deve acompanhar e observar os coelhos e instalações diariamente, sempre atento a quaisquer alterações, em especial com a saúde dos animais.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

COELHOS X CALOR

Os coelhos suportam com dificuldade os períodos de calor, para conseguirem uma melhor adaptação nas épocas quentes, utilizam-se de alguns mecanismos para eliminar o calor.

Pulmões: os pulmões atuam de duas maneiras, o ar expirado é mais quente que o ar inspirado, permitindo por conseguinte uma dispersão do calor. Ainda os pulmões eliminam o vapor d'água, esta eliminação da água em forma gasosa consitui por sí mesma uma perda de calor. Com isso o ritmo da respiração se incrementa com o consequente aumento da temperatura, permitindo desse modo eliminar mais quantidade de calor.

Pele: Os coelhos não possuem glândulas sudoríparas e o pelo faz com que a dispersão do calor direta pela pele seja praticamente nula, o que torna estes animais menos capazes de resistirem a temperaturas elevadas.

Levando-se em conta todos esses elementos, confirma-se a necessidade, nem sempre viável, de manter a temperatura constante em torno de 25ºC, o que justifica a importância de uma ventilação adequada com o fim de eliminar simultâneamente o vapor de água e o calor.
A partir dos 26,7ºC o coelho não pode eliminar o calor de modo correto.
Para sobreviver, deve reduzir seu consumo de alimento e concentrar o aumento de sua alimentação a noite, quando as temperaturas diminuem.
Basicamente 82% da alimentação total se realiza a noite no verão e 70% no inverno.
O coelho reduz sua atividade física para diminuir a sensação de calor, quando ultrapassa os 20 - 26º C.
No caso dos machos há dininuição da atividade física em conjunto com a diminuição dos níveis hormonais que acarretam a diminuição da libido, do poder de fecundação do esperma, surgindo assim problemas na reprodução.
A partir dos 40,6º C, todos os meios utilizados para reduzir o calor se revelam ineficazes; a temperatura do corpo aumenta e ocorre a morte.
Observa-se, ainda, que as orelhas tem um papel importante na eliminação do calor. Todos os criadores sabem que em períodos quentes, o coelho as mantêm erguidas.
As orelhas dos coelhos também apresentam a função de eliminar o calor, sobretudo em temperaturas ao redor dos 25º C, quando notamos um aumento da circulação sanguínea nas orelhas; desse modo sua superfície elimina por irradiação o calor veiculado pelo sangue.

TEMPERATURA
EM ºC
EFEITOS
23,9º CAumento do ritmo respiratório(que se triplica entre 32,2 e 37,8ºC)
26,7º CAumento do ritmo cardíaco
Aumento da temperatura corporal
Diminuição do consumo de alimentos
Diminuição da atividade das tiróides
40,6º CAumento da temperatura corporal e morte

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DURAÇÃO ÚTIL DOS COELHOS REPRODUTORES


A duração útil dos coelhos reprodutores depende da prolificidade das coelhas, da qualidade dos descedentes e do método de reprodução utilizado, chegando ir de um ano a quatro anos.
Fazendo-se uma seleção rigorosa, pode-se calcular que ao fim de um ano ainda se dispõe de 50% dos reprodutores explorados; ao fim de dois anos, de 30%; ao fim de três, de 15 % aos quatro, de 10%. Estes 10% são de grande valor, sobretudo se os rendimentos da descendência são bons. Conlcui-se assim que quanto mais tempo se empregar um reprodutor a pleno rendimento menores são as despesas unitárias de criação por láparo e menor o risco de doenças nas crias.
O número de animais que se guarda como reprodutores será sempre superior ao estritamente necessário, porque contando com uma vida econômica de dois anos, deve-se manter uma reserva de reprodutores jovens, equivalente à quarta parte de reprodutores em atividade para a substituição de reprodutores rejeitados ou mortos.
O índice de perdas de animais adultos, por ano, deve ser inferior a 2%.
As reprodutoras devem ser mantidas em atividade durante dois anos, o que corresponde a um período de reprodução de 18 meses, tendo em conta que as fêmeas se mantêm até a nona ou décima ninhadas. Assim o rendimento diminui porque as ninhadas são menores, o que também ocorre nas ninhadas das coelhas jovens.
Outro dado que devemos levar em conta é que as ninhadas no princípio do ano costuma ser maiores que as do fim da temporada, ainda que tal dependa em grande parte das condições em que se desenvolve a criação (galpão,gaiolas,etc).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

COELHOS: BEM ESTAR, CONFORTO E PRODUÇÃO


Temperatura - podemos considerar como um fator importante, uma vez que sua influência gera efeitos sobre:
* A sanidade: o frio é um dos grandes responsáveis pela mortalidade dos láparos ainda no ninho, por ser fator preponderante para a ocorrência de problemas respiratórios.
* A reprodução: o calor tem efeitos negativos, favorecendo as coelhas baixos índices de fertilidade.
As fêmeas se manifestam pouco receptivas (vulva branca), ou infecundas.
* A conversão alimentar: observamos que em temperaturas baixas o consumo de alimentos aumenta, dimuindo a medida que a mesma aumenta.
Devido a isso, no verão devemos reduzir ao máximo o calor no criatório, utilizando sistemas de evaporação de água, proteção vegetal e outros.

Umidade - é importante o controle da umidade, uma vez que o excesso pode originar a proliferação de microorganismos que causam doenças na criação.
Seu efeito cria um ambiente que favorece o desenvolvimento principalmente de doenças respiratórias. No inverno é importante reduzir a umidade, aumentando-se a temperatura interna do galpão, porém no verão quando a temperatura é elevada, torna-se necessário aumentar a umidade para reduzir o calor.

Ventilação - o bjetivo da renovação do "ar viciado" é assegurar a adequada oxigenação dos animais que respiram dióxido de carbono, além do que os dejetos liberam amoníaco que ao dispersar-se no ar do criatório, em concentrações de 10 ppm, dá origem ao desagradável "odor de coelhos", provocando ainda irritações nos olhos, fossas nasais, imunodeprime os animais, facilitando também o aparecimento da síndrome respiratória.
A ventilação, elimina o pó, controla a temperatura e umidade.

Iluminação - Devemos ter uma boa distribuição de luz, evitando partes do criatório com iluminação e partes escuras.
Para um bom aproveitamento da iluminação artificial devemos ter uma distância máxima de 4 metros entre uma e outra fonte de luz.
Na área de maternidade devemos manter uma média de 16 horas de luz durante todo o ano para favorecer a fertilidade e prolificidade.

Densidade - 30 a 35 kg de peso vivo por metro quadrado de gaiola, sendo o ideal de7 a 8 animais por gaiola de engorda.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

VARIAÇÃO DE CRESCIMENTO ANTES DA DESMAMA


Os láparos recém nascidos dependem exclusivamente do leite materno para sua alimentação, além das condições de ambiente favoráveis proporcionado por um ninho adequado.
Os filhotes começam a sair do ninho com 14-15 dias de vida e iniciam sua alimentação sólida ao redor dos 18-20 dias.
Nesta fase a produção leiteira da coelha decresce, situação que será tanto mais rápida quanto mais curto for o intervalo entre o parto e a nova cobrição.
Se a fêmea não for coberta e se mantiver só lactante a produção de leite diminui progressiva e lentamente.

* Influência da coelha-mãe: o crescimento dos láparos está em grande parte condicionado a produção leiteira da coelha.
Existem diferenças segundo a raça.
O intervalo entre parto-cobrição também influi no tempo de lactação.
As coelhas nulíparas produzem menos leite que as multíparas.

* Influência do tamanho da ninhada: a produção leiteira aumenta de acordo com o número de filhotes da ninhada, porém mais láparos menor consumo individual de leite por filhote.
O crescimento dos filhotes até os 20 dias, depende da quantidade de leite ingerida.
Os láparos maiores e mais vigorosos ao nascer também terão um maior desenvolvimento.

*Influência de outros fatôres: são os relacionados com o manejo e a genética.
A alimentação, condições ambientais e o estado sanitário determinam um correto crescimento, porém não podemos nos descuidar da melhora genética que trasnsmite cracterísticas fixas com relação a velocidade de crescimento.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

COELHA - FATORES QUE INFLUENCIAM NA PRODUÇÃO DE LEITE


São vários fatôres que influenciam na produção de leite da coelha. Sendo que esta varia em função da idade dos láparos - 17% produzida durante a primeira semana, 25% na segunda, sendo 32% na terceira e 26% entre os 21 e 28 dias de vida dos filhotes.
Esta variação produz uma curva assimétrica com o pico nos 18/19 dias de lactação.
O número de filhotes também influem na produção de leite de tal modo que, maior número de crias, maior produção de leite.
As coelhas multíparas produzem maior quantidade de leite que as primíparas.
O número de mamas também tem influencia na produção de leite, de modo que as coelhas que possuem mais de oito tetas, produzem entre 2 e 5% a mais de leite.
Fatores genéticos também influem de tal modo que animais (fêmeas) híbridos (cruzados), produzem mais leite que os de raça pura.
As coelhas são mais sensíveis a altas temperaturas que as baixas, as condições de conforto situam-se ao redor dos 23ºC, ocorrendo uma diminuição importante da produção de leite em torno dos 30ºC
As reprodutoras, criadas com uma alimentação balanceada e controlada, tem maior produção durante a primeira lactação.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PSEUDOGESTAÇÃO


Pseudogestação ou falsa gravidez é um estado em que as coelhas se comportam como se estivessem cobertas.
Algumas coelhas por volta dos 17 dias após a cobrição apresentam algumas manifestações como se estivessem em gestação, ou seja tentam fazer o ninho, muitas vezes desenvolvem as mamas, etc.

A fêmea no cio, libera óvulos maduros estimulada pela presença do coelho e do consequente salto. Quando os óvulos não são fecundados, ocorre uma pseudogestação, que dura 15 a 18 dias. O início e o desenvolvimento dos corpos lúteos e o do útero são os mesmos que na gestação. Porém nesta fase a fêmea não é fecundada e sua regressão acontece ao redor do 12º dia, desaparecendo sob a ação de um fator luteolítico secretado pelo útero,(prostaglandina).
O fim da pseudogestação é acompanhada pelo aparecimento de um comportamento materno e construção do ninho, junto a reduzida taxa de progesterona no sangue.

Se em nossa criação constatarmos a ocorrência de falsa gestação em uma ou mais coelhas, devemos prestar atenção na fertilidade do macho reprodutor utilizado, o coelho pode ser sexualmente ativo porém esteríl.