terça-feira, 24 de janeiro de 2017

DETERMINAR A IDADE DOS COELHOS - Lion Head





Conhecer a idade de nossos coelhos, principalmente quando se adquire um, é fator preponderante para que possamos tomar os cuidados necessários ao seu desenvolvimento e bem estar.

Determinar a idade de um coelho não é tarefa fácil mesmo para criadores experientes ou por veterinários.
Porém existem formas que nos auxiliam a estimar a idade aproximada do coelho, em especial quando for para animal de estimação "pet" e da raça "lion" uma das mais criadas e vendidas para essa finalidade.
Os "lions", nos dão pistas de sua idade através de seu desenvolvimento e pelagem.
Devemos examinar o animal em busca de sinais da idade física, observando:

* Com duas semanas de vida as orelhas serão mais móveis e não ficarão "deitadas" contra a cabeça e a pelagem também será mais grossa e esponjosa;

* Com três semanas o coelho começará a caminhar e a procurar comida sólida;

* Ao atingir um mês de idade os coelhos são extremamente ativos e mordem qualquer coisa que estiver ao seu alcance;

* Observe se o coelho tem pelo extra ou lã, os coelhos "lion" tem excesso de pelagem em seus corpos, em especial ao redor dos quartos traseiros. O pelo extra mudará ao redor dos quatro meses. Se o coelho ainda tiver pelagem densa - lã - é provável que tenha menos de quatro meses, se porém, não há tiver mais provavelmente terá  quatro meses ou mais.
Os coelhos lion são jovens aos quatro meses e aos seis são considerados adultos, é nesse momento que seus órgãos sexuais se tornam mais visíveis.

* Os dentes e as unhas também são indicadores de idade dos coelhos; os jovens geralmente tem os dentes brancos e pequenos, diferente dos mais velhos que tem dentes amarelos ou marron;
As unhas também podem ser úteis para indicar se o animal é jovem ou velho, os coelhos novos tem as unhas mais macias enquanto os mais velhos elas são endurecidas. 


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

ASPECTOS DA DESMAMA




A desmama consiste em separar os filhotes da coelha, marcando o início da alimentação exclusivamente sólida.
No aspecto prático a desmama bem realizada é muito importante para obtermos coelhos de qualidade e em bom número (diminui a mortandade).
Na prática um desmame bem realizado é muito importante para obtermos filhotes de qualidade e com poucas perdas.
Existe dois métodos.
O mais frequente consistem em separar os filhotes da mãe, transferindo para a gaiola de recria ou de engorda, onde ficam em grupos.
Outra alternativa é a de retirar a coelha da gaiola deixando os filhotes. 
Este método diminui o estress pós desmama, porém requer gaiolas adaptadas para tal e um plano de cobrições que permita deixar os filhotes nas gaiolas/maternidade.
Em qualquer destas modalidades,a desmama se realiza separando de uma só vez e definitivamente os filhotes da mãe.
A transferência da gaiola maternidade para a de engorda implica em uma ligeira diminuição do crescimento dos filhotes.
A escolha do momento da desmama depende basicamente do ritmo de reprodução da coelha, pois determina se a lactância poderá se prolongar mais ou menos; uma vez que a coelha coberta novamente deverá interromper a lactação para uma nova gestação.
Na prática observamos três métodos:

a) Tradicional ou tardio - a desmama se faz com mais de 35 dias de idade, quando as coelhas são submetidas ao ritmo de reprodução extensiva ( são cobertas 21-25 dias após o parto ou após a desmama).

b)  Semiprecoce - se realiza entreos 28 e 35 dias, quando as coelhas são submetidas a um ritmo semiitensivo (cobrição 10 - 12 dias após o parto). É o sistema utilizado na exploração industrial para coelhos de corte.

c) Precoce - é realizado entre os 21 e 28 dias de idade, quando o ritmo de reprodução é intensivo ( cobrição entre o dia do parto e 4 dias depois do pósparto.

Se a desmama for feita antes dos 28 dias dias os filhotes devem pesar mais de 350 gr.
A idade da desmama está relacionada com o ritmo de reprodução, respeitando sempre um período de 3 a 7 dias antes do parto seguinte, quando a coelha estiver gestando uma nova ninhada.
Em criações intensivas é conveniente retardar a desmama em mais de seis semanas.
Em geral em gaiolas de engorda a densidade pode ser de 16 a 18 coelhos por metro quadrado, densidades superiores prejudicam o crescimento. O mais indicado é alojar de 6 a 8 coelhos por gaiola.
As gaiolas de recria ou engorda devem ser sempre limpas e desinfetadas a fim de receber os coelhos.
No ato da desmama devemos aproveitar para eliminar os filhotes doentes, débeis com pouco desenvolvimento que podem não apresentar bom rendimento no período de engorda.
Devemos sempre manter as ninhadas de irmãos juntas na mesma gaiola, quando não for possível por ser muito numerosa devemos dividir em duas gaiolas de engorda. Assim, os animais apresentam menos e stress.
No caso de necessidade de misturar filhotes de idades diferentes é necessário que todos os coelhos entrem na gaiola na mesma hora, pois rapidamente estabelecem relações hierárquicas, e toda nova introdução pode ser uma fonte de conflito.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

COELHOS ANORMALIDADES




A má qualidade da pelagem, orelhas caídas, flácidas nas raças de orelhas eretas e a debilidade genética que ocorrem em alguns coelhos; fazem com que sejam particularmente sensíveis frente a diferentes enfermidades.
O que está, em muitas ocasiões relacionado a má oclusão bucal, devido a isso não devem ser colocados em reprodução e descartados da criação, pois podem degenerar o padrão racial dos animais em criação.
Se não separamos os coelhos que apresentam problemas de crescimento anormal dos dentes afastando-os da reprodução o problema continuará com nascimentos dos descentes destes - não adianta só aparar os dentes - o mais importante é evitar que os genes recessivos se tornem dominantes; pode acontecer que se continuarmos a reproduzir os coelhos portadores deste genes e tivermos sorte por algumas gerações não surgirão animais com problemas, porém a longo prazo toda criação será afetada.
A má oclusão pode ser eliminada totalmente quando se põe em prática um bom sistema de seleção na criação, com a eliminação sistemática dos animais portadores; porém estas práticas não asseguram 100% a erradicação.
Alguns criadores introduzem animais com este fator ao adquirir reprodutores, sem observar muitos critérios de seleção e de criadouros pouco confiáveis.
O gen se fortifica e as vezes sofre um incremento, sem que o cunicultor deseje (especialmente naqueles que praticam uma consanguinidade muito estreita).
Ainda, em muitos casos observamos abcessos nos dentes molares e pré-molares que aumentam a pressão no olho ou olhos impulsionando-os para fora, lesionando o nervo ótico com consequente lacrimejamento, causando muito desconforto aos coelhos e debilitando-os.
Acidentes como batidas na boca dos coelhos também pode ocasionar crescimento anormal dos dentes originado má oclusão.
Os coelhos gostam de mastigar coisas, diminuímos também o problema com uma dieta alta em fibra (feno, alfafa,aveia ). Ainda, eles limam os dentes friccionando-os uns aos outros, algo que costumam fazer quando estão felizes ou quando roem materiais em seu ambiente (madeira,papelão),embora friccionar os dentes também expressa outras emoções como o medo, dor ou raiva.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PELE/PELO - COELHOS




Os coelhos nascem nus ,mas dentro de um curto espaço de tempo  começa a ser recoberto com uma fina cobertura de pelos, 12 - 15 dias de idade, que atinge a todo o corpo.
O filhote pode ter uma cor de pele diferente dos adultos, como o ocorre com o Califórnia, Champagne  e outras, que são negros ou acinzentados ao nascer, mudando quando atingem a idade adulta.
A qualidade da pele indica o estado de saúde do animal sob condições ótimas, o pelo esta para cima, limpo, liso e brilhante passando a mão sobre o animal o contrapelo recupera rapidamente a sua posição. 
Macroscopicamente a pele parece formada por dois tipos de pelos, mas em uma analise mais aprofundada constatamos que é composta por cinco tipos de pelo.
O pelo do coelho é muito durável, característica que aumenta com a idade e e mais pronunciada nos machos.
A partir dos três meses de vida, o pelo é sujeito a ciclos de renovação chamada de muda, o que ocorre durante os períodos mais quentes do ano produzindo queda em chumaços de pelos.
No outono acontece a muda de forma lenta e é visível através de irregularidades na pele, observando-se fácil destacamento de tufos de pelos.
Quando o pelo é reconstituído o coelho precisa de uma alimentação rica em proteínas e aminoácidos; os animais reduzem a vivacidade e algumas funções fisiológicas são reduzidas (diminui a fertilidade).
Sobre estas mudanças, exercem influência os fatores genéticos,alimentação e o ambiente.
A cor da pele varia de acordo com a raça, podendo apresentar cores uniformes (branco,preto,castanho), ou cores diferentes distibuída na mesmo pelo (Champagne,Chinchila)ou, finalmente,localizada em cores diferentes em áreas específicas do corpo (Califórnia,Holandês).
A pelagem dos coelhos que apresentam perfeitas condições de saúde é sedosa e brilhante sendo suave ao tato, ao contrário de um coelho doente que o pelo se mostra áspero e opaco. Porém devemos ter atenção para não confundir a muda como um sinal de doença. 


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

PERÍODO DE ADAPTAÇÃO - CUIDADOS







Durante o período de adaptação após a desmama, aproximadamente duas semanas, a mortalidade situa-se no patamar de 1,5 a 2% podendo ser consequência do estado sanitário dos animais após a desmama (coccidioses, infecções respiratórias); da forma com que se faz a troca da gaiola/maternidade para a de engorda e das condições sanitárias da gaiola em que forem alojados.
Durante este período a prevenção passa por:
  • desinfecção do local, gaiolas e materiais; 
  • preparação do ambiente - densidade dos animais (um grande número de animais na gaiola,influi na tranquilidade e aumenta os riscos de contágios);
  • melhorar o trânsito digestivo com  alimentação rica em  vitamina E;
  • controlar o pH do aparato digestivo acidificando a água a ser consumida (15 - 20 cc de ácido acético por litro);
  • controlar com medicamentos adequadamente a coccidiose, evitando a presença de infecções secundárias;

Após a adaptação torna-se indispensável ser muito rigoroso nas condições da água a ser consumida pelos coelhos e não descuidar-se da higiene dos comedouros e bebedouros.


terça-feira, 25 de outubro de 2016

MANEJO DA ALIMENTAÇÃO




Um adequado manejo da alimentação no período da desmama pode ajudar a controlar a ocorrência de problemas digestivos.
Um aspecto importante e que devemos levar em conta é a idade da desmama, dados os inconvenientes observados com  os sistemas intensivos.
Ao ser utilizado um sistema de cobrição aos 8 - 10 dias depois do parto, seria possível retardar a desmama para uma idade mais usual dos 30 dias até 35 - 38 dias.
Uma desmama mais tardia elevaria ligeiramente o índice de conversão da ração e permitiria uma adaptação mais gradual do aparelho digestivo dos filhotes com a troca de alimentação.
Outro ponto importante é a restrição da ração com a adição de feno de boa qualidade na alimentação diária dos coelhos durante a semana posterior à desmama. 
Com estas medidas se pretende reduzir a sobrecarga digestiva e portanto um excesso de nutrientes sem controle.
A restrição alimentícia nesta idade supõe uma diminuição temporária na velocidade de crescimento que se compensa antes do abate com um maior consumo de alimento pós desmame e já na fase de recria.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

GENITAIS INFLAMADOS



Os coelhos podem apresentar os órgãos genitais inflamados, pelas seguintes causas infecciosas:
- Mixomatosis - causada por um vírus, que em forma clássica apresenta mixomas na zona genital dos animais.
- Sífilis do coelho (Treponema cuniculi)que produz quadros de inflamação nas zonas genitais (testículo, escroto, prepúcio e pênis) e nas fêmeas a inflamação no útero, vagina e vulva.
- Infecções secundárias, por Pasteurella multocida, por exemplo.
A recomendação é que o animal doente seja separado dos demais,podendo até ser sacrificado para impedir a disseminação do problema,melhorar as medidas de higiene no criatório, nunca permitir a entrada de outros reprodutores sem quarentena, controlar os mosquitos vetores de doenças.
Deve-se ainda, queimar as gaiolas (lança chamas) uma vez por mês, polvilhar o chão com cal.
Quando algum animal apresentar sintomas de inflamação em seu órgão genital seja macho ou fêmea, devemos fornecer boa alimentação compartilhada com um complexo vitamínico e a suspensão das atividades de cobrição ou monta até a identificação completa do problema.
Dependendo da gravidade da moléstia não permita a entrada ou saída de coelhos por pelo menos 6 meses e no caso de fêmeas com cria verifique a possibilidade salvar os filhotes.