
Para verificarmos, antes, se a cobertura foi bem sucedida, teremos de fazer o teste de prenhez.
O melhor método é a apalpação, que é feita a partir dos doze a quatorze dias da cobertura e requer uma certa prática.
Para realizar-se esta prova, coloca-se a fêmea sobre uma mesa ou uma superfície plana, sujeitando-a com uma mão pela pele do pescoço e ao mesmo tempo prendendo-lhe as orelhas, dirigindo a cabeça da coelha para o cotovelo do operador. Desliza-se a mão livre por debaixo do abdomen até a região pélvica e, ao passar a mão pelo abdomen apalpam-se os fetos com os dedos.
Por este método se a fêmea estiver coberta, ao procedermos a apalpação, sentiremos "coisas duras", que vão se tornando progressivamente largas, até atingirem a forma de um embrião, tendo em vista que os fetos se desenvolvem pouco durante os primeiros vinte dias da gestação.
Teremos que prestar a máxima atenção à prática desta operação, de modo a não exercer uma pressão excessiva que poderia produzir a ruptura do corno uterino, podendo provocar um aborto.

Com o tempo e prática será fácil identificar os embriões sem muito esforço.
Podemos também testar a gravidez, voltando a colocar a fêmea com o macho após doze dias da cobertura, se ela rejeitar, poderá estar coberta; porém se ela aceitar da mesma forma nada nos garante que ela esteja "vazia", podendo emprenhar no meio de uma gravidez, o que chamamos de "superpregnancy" o que ocorre ocasionalmente.Outra forma de diagnosticarmos a gestação, é observar as mudanças externas que ocorrem na fêmea, ou seja, pode-se comprovar o abdomen dilatado e um aumento de peso, sobretudo se o número de fetos é grande. Este método só pode ser empregado com êxito nos últimos dias da gestação, que é quando os fetos se desenvolvem mais rapidamente.
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